Encontro raro entre a Lua e Vênus cria espetáculo no céu do DF
Encontro raro entre a Lua e Vênus cria espetáculo no céu do DF Quem olhou para o céu do Distrito Federal na noite desta quarta-feira (17) presenciou um espe...
Encontro raro entre a Lua e Vênus cria espetáculo no céu do DF Quem olhou para o céu do Distrito Federal na noite desta quarta-feira (17) presenciou um espetáculo: a conjunção entre a Lua crescente e o planeta Vênus 🌙😍. Também era possível ver Mercúrio e Júpiter próximo ao satélite natural. O alinhamento dos astros é raro e é considerado pelos astrônomos como um dos fenômenos mais bonitos do ano (entenda abaixo). Para quem perdeu, o encontro se repete nesta quinta-feira (18), após o pôr do sol. 🔎 Esse tipo de fenômeno — três planetas alinhados com a Lua bem próxima de um deles — é mais raro do que o alinhamento dos planetas sozinhos, que ocorre a cada 12 ou 15 meses. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Não era preciso ter um equipamento profissional para observar o espetáculo da natureza. A observação pôde ser feita a olho nu, de todas as regiões brasileiras. Por que eles aparecem enfileirados? Encontro raro entre a Lua e Vênus no DF TV Globo/Reprodução A explicação está na geometria do sistema solar. Todos os planetas visíveis a olho nu — Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno — orbitam o Sol em planos muito próximos ao da Terra. 🌙 O mesmo vale para a Lua. Como são quase paralelos, vistos daqui da Terra, Sol, Lua e planetas percorrem praticamente o mesmo caminho no céu — chamado de eclíptica, a faixa onde estão as constelações do Zodíaco. Daí o efeito de "corredor" entre eles. O que vai criando esse fenômeno alinhado é a velocidade com que cada astro percorre esse caminho. A Lua é a que se move mais visivelmente: de um dia para o outro, ela se desloca o equivalente a uma mão aberta com o braço esticado — cerca de 15 graus de arco. Os planetas andam mais devagar, mas cada um no seu próprio ritmo, o que faz com que essas configurações de proximidade apareçam e se desfaçam ao longo dos dias. A raridade se põe quando eles, nessas velocidades distintas, se alinham no céu. " O que vimos ontem é um fenômeno mais raro, porque eles aparecem alinhados, como sempre, mas aparentemente bem próximos e com a lua fininha, aparentemente muito próxima de Vênus", explica Josina Nascimento, do Observatório Nacional. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.