🚨 CRM-DF aponta falta de médicos e alerta para risco no atendimento a gestantes no Hospital do Paranoá
Segundo o Conselho, durante cerca de 20 dias foram registrados 17 plantões com apenas um ginecologista-obstetra ou sem a devida rendição da equipe.
Uma fiscalização realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) identificou problemas nas escalas médicas do Hospital Regional do Paranoá, especialmente nos setores de Ginecologia e Obstetrícia e no Centro Obstétrico.
Segundo reportagem publicada pelo Jornal Opção Brasília/Entorno em 15 de setembro de 2026, durante aproximadamente 20 dias de acompanhamento, foram identificados 17 turnos em que havia apenas um médico ginecologista-obstetra de plantão ou não havia rendição adequada da equipe.
Falta de profissionais preocupa Conselho
De acordo com o CRM-DF, a insuficiência de médicos seria recorrente e, em determinados momentos, o hospital estaria funcionando próximo do limite de sua capacidade.
O Conselho afirma que a situação pode comprometer a realização de procedimentos ginecológicos, atendimentos obstétricos de urgência e emergência e a continuidade da assistência a gestantes e recém-nascidos.
Diante do cenário, o CRM-DF encaminhou um ofício à Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) cobrando medidas para recompor as equipes e garantir o preenchimento adequado das escalas.
Médicos permanecendo além do plantão
Outro problema apontado é a possibilidade de profissionais permanecerem no hospital após o término do próprio plantão devido à ausência de outro médico para assumir a escala seguinte.
O Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnf-DF) também informou acompanhar situações de sobrecarga e dificuldades relacionadas à composição das equipes de enfermagem.
Segundo o sindicato, a falta de profissionais aumenta a pressão sobre os trabalhadores e pode afetar as condições de trabalho e a segurança do atendimento.
Mudança no atendimento às gestantes
A fiscalização também apontou uma alteração no perfil das gestantes atendidas para parto no Hospital Regional do Paranoá.
Segundo o CRM-DF, a Secretaria de Saúde passou a restringir o atendimento de gestantes para parto àquelas com 37 semanas completas ou mais. Antes, a unidade atendia gestantes a partir de 34 semanas.
Para o Conselho, porém, a mudança não elimina a necessidade de manter equipes médicas suficientes para garantir a segurança dos atendimentos.
Entre as medidas defendidas pelo CRM-DF estão um planejamento com cronograma para recomposição das escalas, garantia de substituição dos médicos ao final dos plantões e acompanhamento contínuo das condições de funcionamento do serviço.
O Conselho também defende medidas para reduzir a sobrecarga e evitar adoecimento e afastamento dos profissionais.
Caso envolvendo paciente no Hospital do Gama
A reportagem também relata, em outro hospital da rede pública, o caso de uma jovem de 24 anos internada no Hospital Regional do Gama para dar à luz.
Segundo familiares, ela passou por uma cesariana de emergência e posteriormente apresentou uma hemorragia grave, sendo encaminhada para uma UTI e submetida a novos procedimentos.
A família questionou a demora para a realização do parto e levantou a possibilidade de falhas no atendimento. Essas são alegações da família e não uma conclusão oficial sobre a causa do agravamento do quadro.
A Secretaria de Saúde foi procurada pela reportagem para comentar o caso e também para responder aos questionamentos sobre o déficit de profissionais no Hospital do Paranoá, mas, segundo o Jornal Opção, não havia respondido até a publicação da matéria. O veículo informou que o espaço permanece aberto para manifestação da pasta.
📍 O que está em discussão
O alerta do CRM-DF coloca novamente em debate a estrutura de atendimento obstétrico no Hospital Regional do Paranoá, principalmente em relação à quantidade de profissionais disponíveis, cobertura das escalas e segurança das gestantes e recém-nascidos.
A situação também ganha importância para moradores do Paranoá, Itapoã e região, que dependem da unidade para atendimento de saúde.
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