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Venda de sorvetes dispara no DF: clima seco e temperaturas altas impulsionam o setor

Com previsão de crescimento de até 40% nos próximos meses, comerciantes reforçam equipes e aumentam produção em meio à exigência de consumidores por produtos gourmet

Venda de sorvetes dispara no DF: clima seco e temperaturas altas impulsionam o setor
Venda de sorvetes dispara no DF: clima seco e temperaturas altas impulsionam o setor (Foto: Reprodução)

A rigorosa temporada de seca no Distrito Federal, marcada pelas altas temperaturas e baixíssima umidade relativa do ar, trouxe um alívio econômico para o setor de gelados comestíveis. Como estratégia principal para amenizar o clima do Planalto Central, os moradores de Brasília têm recorrido massivamente ao consumo de sorvetes, picolés e açaí.


Segundo dados levantados pelo Sindicato do Comércio Atacadista do Distrito Federal (Sindiatacadista-DF), as vendas de sorvetes registraram uma alta expressiva de 17% em agosto quando comparadas à média dos meses anteriores de 2026. Embora o acumulado do ano ainda aponte uma retração pontual de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, o movimento recente demonstra uma rápida e forte reação do mercado.


Projeção otimista e impacto do clima

Historicamente, o trimestre composto por agosto, setembro e outubro concentra o ápice do consumo de sobremesas geladas na capital federal. Diante do pico de calor previsto para as próximas semanas, a expectativa do setor é de que as vendas alcancem um crescimento de até 40% em setembro e outubro.


“O clima exerce um impacto direto no comportamento do consumidor do DF. Percebemos uma recuperação muito importante nos últimos meses. Com o calor intenso, a busca natural por produtos refrescantes beneficia toda a cadeia produtiva e comercial de sorvetes”, destaca Alaor Gomes, presidente do Sindiatacadista-DF.


Aumento de produção e contratações nas sorveterias

Para lidar com a corrida aos balcões, empresários locais precisaram reorganizar a logística de produção e atendimento. Na sorveteria Happy Harry, o período de seca representa nada menos que 25% de todo o faturamento anual.


“Em relação ao início do ano, aumentamos nossa produção em uma tonelada de sorvete para conseguir atender a essa forte demanda de seca em Brasília. Como o fluxo de clientes cresce vertiginosamente, contratamos mais funcionários e nossa fábrica passa a operar praticamente de domingo a domingo”, revela o sócio da marca, Vinícius Figueiredo.


O viés positivo é reiterado por Lysipo Torminn Gomide, diretor da Brassol Brasília Alimentos e Sorvetes: “Notamos esse salto inicial logo em agosto e projetamos um pico de até 40% nos próximos dois meses, consolidando a melhor fase do ano para o segmento.”


Hábito de consumo e busca por qualidade

Entre os brasilienses, o sorvete deixou de ser apenas uma sobremesa eventual para se tornar um hábito de sobrevivência e bem-estar durante a seca. A arquiteta Juliana Castro relata que sua frequência nas sorveterias duplicou desde o início do período de estiagem. “Tenho ido ao menos duas vezes por semana tomar sorvete. Ajuda muito a amenizar a sensação de calor sufocante”, conta.


Além do aumento da procura por açaí, o setor identifica um novo perfil de cliente no DF: o consumidor mais exigente. Segundo o Sindiatacadista-DF, há uma procura crescente por linhas premium e artesanais, em que o brasiliense valoriza não apenas o preço, mas a qualidade dos ingredientes e a experiência do atendimento.


Com a perspectiva de novos recordes de temperatura até meados da primavera, os comerciantes comemoram o aquecimento do setor e preparam estoques para a fase mais quente e lucrativa do ano.

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