cover
Tocando Agora:

Ministério do Trabalho proíbe estribo em caminhões de coleta de lixo, usado para garis descansar. Agora os trabalhadores terão que correr todo percurso.

É VERDADE OU MITO? Entenda a regra sobre o estribo nos caminhões de lixo!

Ministério do Trabalho proíbe estribo em caminhões de coleta de lixo, usado para garis descansar. Agora os trabalhadores terão que correr todo percurso.
Ministério do Trabalho proíbe estribo em caminhões de coleta de lixo, usado para garis descansar. Agora os trabalhadores terão que correr todo percurso. (Foto: Reprodução)

Uma publicação recente que circula nas redes sociais afirma que o Ministério do Trabalho teria "proibido o uso de estribos nos caminhões de lixo" e obrigado os garis a "correrem durante todo o percurso". No entanto, a informação completa exige contextualização técnica sobre as normas de segurança do trabalho no país.


A regulamentação em vigor no Brasil — estabelecida pela Norma Regulamentadora nº 38 (NR-38) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) — não proibiu totalmente o uso da plataforma traseira (estribo) durante o trabalho de coleta. O documento estabelece regras estritas para combater acidentes gravíssimos, como quedas, atropelamentos e esmagamentos.

O que diz a norma na prática?


1. Uso permitido na coleta de rotina: O estribo continua autorizado exclusivamente durante a execução da coleta no próprio setor de trabalho, em trajetos curtos entre pontos de recolhimento consecutivos, desde que a velocidade do caminhão não ultrapasse 10 km/h e o veículo esteja parado no momento de subida e descida.


2. Proibição em longos deslocamentos: Os trabalhadores não podem ser transportados no estribo no trajeto entre a garagem e o bairro, durante a ida ao aterro sanitário/estação de transbordo ou em viagens entre setores distantes. Nesses casos, as empresas são obrigadas a garantir transporte seguro dentro da cabine (seja ampliada ou auxiliar).


O debate sobre a rotina de trabalho

Apesar das intenções voltadas à redução do histórico de acidentes e mutilações na limpeza urbana, a aplicação prática das regras tem gerado divergências no setor.


Trabalhadores e sindicatos apontam que, em locais onde as empresas não adaptaram a frota para incluir cabines suplementares para toda a equipe, os garis acabam enfrentando maiores desgastes físicos em trechos onde o caminhão precisa trafegar sem que eles possam subir no estribo, intensificando as caminhadas sob sol e calor. Por outro lado, especialistas em segurança do trabalho reforçam que o transporte em estribos em vias expressas ou altas velocidades representava um risco inaceitável à vida dos profissionais.

Comentários (0)