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Paciente do Paranoá denuncia improvisação e internamento em corredor no Hospital de Base do DF

Uma denúncia realizada por Marcelo Guilherme Pinheiro Noleto, morador do Paranoá, expõe novamente a superlotação na rede pública de saúde do Distrito Federal.

Paciente do Paranoá denuncia improvisação e internamento em corredor no Hospital de Base do DF
Paciente do Paranoá denuncia improvisação e internamento em corredor no Hospital de Base do DF (Foto: Reprodução)

A crise na saúde pública do Distrito Federal ganha mais um capítulo marcado pelo improviso e pelo desrespeito aos direitos dos pacientes. Marcelo Guilherme Pinheiro Noleto, morador da Região Administrativa do Paranoá, denunciou publicamente as condições precárias de seu atendimento ao ser acolhido no Hospital de Base do DF (HBDF).

Após ser transferido ou buscar atendimento na unidade, o paciente — da especialidade de Ortopedia, admitido em 24 de agosto de 2026 — deparou-se com uma cena que reflete a rotina de superlotação dos hospitais da capital: seu leito de internação improvisado foi instalado no meio da área de circulação, exatamente em frente ao Posto de Enfermagem (Posto 01).

Falta de privacidade e condições inadequadas

Em imagens registradas pelo próprio paciente, é possível ver que a maca está posicionada na área central de trabalho da equipe de enfermagem, sem qualquer tipo de divisória, biombo ou privacidade. O fluxo constante de profissionais, barulho incessante de equipamentos e movimentação de pessoas ocorrem a poucos centímetros de onde o paciente tenta se recuperar.

A placa de identificação afixada na parede acima do leito confirma que a vaga foi sinalizada no Posto 01, evidenciando o uso de espaços comuns e corredores como extensões de enfermarias para suprir o déficit crônico de leitos na rede pública.

Desafio recorrente na rede de saúde

A situação enfrentada por Marcelo não é isolada. Moradores da periferia e de regiões como o Paranoá frequentemente enfrentam a peregrinação por atendimento básico e especializado, esbarrando em infraestruturas sobrecarregadas tanto nas Regiões de Saúde locais quanto nos hospitais de alta complexidade do DF, como o Hospital de Base.

A permanência de pacientes internados em locais sem isolamento adequado fere as diretrizes humanizadas do SUS e expõe a urgência de medidas efetivas por parte da gestão de saúde do Distrito Federal para a ampliação real de vagas e acomodação digna aos usuários.

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