Fotógrafo do Paranoá conquista espaço no Museu Nacional e inspira artistas da periferia
A trajetória de Jad Agustinho reforça que a arte produzida na periferia transforma realidades, fortalece identidades e rompe barreiras.
O fotógrafo Jad Agustinho, de 30 anos, morador do Paranoá desde o primeiro ano de vida, acaba de alcançar um importante marco em sua trajetória artística: uma de suas obras passou a integrar a exposição “Foto de Quebrada: Da Periferia para o Museu”, em cartaz no mezanino do Museu Nacional da República, em Brasília.

Candango, fotógrafo, arte-educador e agente cultural, Jad é reconhecido por desenvolver um trabalho voltado à valorização dos corpos afro-diaspóricos e das vivências da comunidade onde cresceu. Por meio da fotografia, ele promove reflexões político-raciais e retrata a relação entre o corpo e o território, mostrando como identidade, memória e pertencimento caminham juntos.
Fotógrafo há 12 anos, Jad dedica seu trabalho a registrar pessoas negras, movimentos culturais e histórias que nascem nas periferias do Distrito Federal. Agora, esse olhar sensível ganha espaço em um dos principais equipamentos culturais da capital.
A obra exposta, intitulada “Bala”, foi construída com a participação de moradores do Paranoá e do Itapoã, reforçando a identidade, a força e a representatividade das duas comunidades dentro de um importante espaço de valorização da arte.

A exposição é realizada pelo Coletivo Jovem de Expressão, em comemoração ao Mês da Fotografia, e reúne trabalhos de artistas periféricos, evidenciando que a produção cultural das quebradas possui qualidade, potência e merece ocupar todos os espaços.
Emocionado com a conquista, Jad afirma que seu objetivo é incentivar outros artistas da região a acreditarem em seus sonhos e persistirem em seus caminhos.
“Quero mostrar para os artistas emergentes do Paranoá, do Itapoã e de outras periferias que é possível chegar onde sonhamos. Acreditem no trabalho de vocês e nunca desistam.”

A conquista representa não apenas um reconhecimento individual, mas também uma vitória para toda a comunidade, que vê sua cultura, sua história e seus talentos ocupando um dos mais importantes espaços culturais do Distrito Federal.
A trajetória de Jad Agustinho reforça que a arte produzida na periferia transforma realidades, fortalece identidades e rompe barreiras. Sua presença no Museu Nacional da República é um símbolo de que o talento local merece cada vez mais visibilidade, reconhecimento e oportunidades.
ficha técnica:
Fotógrafia, direção de arte e produção: Jad Agustinho
Assistente de produção: Kadan Lopes
Modelo: Guilherme Carvalho
Rede Social: https://www.instagram.com/jad_agst?igsh=aHA5bDlsZDV0eDZv
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