Pescadores do Lago Paranoá pedem revisão de decretos e defendem acesso mais justo à pesca esportiva
Grupo reivindica reabertura dos decks públicos, revisão das áreas exclusivas para pesca profissional e mais transparência nas decisões sobre o uso do Lago Paranoá.
Pescadores amadores e esportivos do Lago Paranoá estão se mobilizando para pedir a revisão dos Decretos nº 48.780/2026 e nº 48.781/2026. Segundo o grupo, as regras atuais restringem o acesso à pesca e prejudicam principalmente famílias de baixa renda, idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Entre as principais reivindicações está a reabertura dos decks públicos para a prática da pesca amadora e esportiva. De acordo com os pescadores, esses locais representam o único acesso viável ao lago para quem não possui embarcação e deseja praticar a atividade de forma recreativa.
Outro ponto questionado é a existência de áreas destinadas exclusivamente à pesca profissional. Os pescadores defendem que esses espaços possam ser compartilhados com a pesca esportiva, modalidade em que os peixes são capturados e devolvidos vivos ao lago, sem retirada dos exemplares.
Para o grupo, há uma incoerência nas regras atuais. Enquanto a pesca profissional, que permite a captura de peixes para comercialização, possui áreas exclusivas de atuação, a pesca esportiva, que adota o sistema de pesque e solte, permanece proibida nesses mesmos locais. Eles também destacam que a pesca amadora já possui limites legais de captura muito menores do que a pesca comercial e, por isso, não deveria receber o mesmo tratamento de restrição total.
Os pescadores também cobram maior transparência do poder público. Eles pedem a divulgação dos estudos técnico-científicos que fundamentaram a definição das áreas restritas, argumentando que esse tipo de embasamento deve orientar as decisões de zoneamento ambiental.
Além disso, o grupo afirma que os decretos foram publicados sem uma ampla consulta às associações representativas da categoria. Por isso, defendem a criação de uma mesa permanente de diálogo entre pescadores, órgãos ambientais e o Governo do Distrito Federal para discutir futuras mudanças nas normas.
Como proposta principal, os pescadores solicitam a revisão dos decretos para garantir três medidas consideradas prioritárias: a reabertura dos decks públicos para a pesca amadora e esportiva, a adoção de uso compartilhado nas áreas atualmente exclusivas da pesca profissional e a inclusão de critérios de acessibilidade nas futuras decisões sobre o zoneamento do Lago Paranoá.
Os representantes do movimento afirmam que o objetivo não é flexibilizar a proteção ambiental, mas encontrar um equilíbrio entre a preservação do lago e o direito da população de utilizar os espaços públicos de forma responsável, sustentável e inclusiva. Eles defendem que a construção desse consenso deve ocorrer por meio do diálogo entre governo, especialistas e a comunidade pesqueira.
Participe dessa mobilização!
Os pescadores reforçam que o objetivo do movimento é buscar uma solução equilibrada, que preserve o meio ambiente e, ao mesmo tempo, garanta o acesso democrático ao Lago Paranoá para quem pratica a pesca de forma responsável.
Quem concorda com as reivindicações pode apoiar a iniciativa assinando o abaixo-assinado, que pede a revisão dos Decretos nº 48.780/2026 e nº 48.781/2026, a reabertura dos decks públicos para a pesca amadora e esportiva, o uso compartilhado das áreas hoje exclusivas da pesca profissional e a criação de um canal permanente de diálogo entre os pescadores e o Governo do Distrito Federal.
Sua participação é importante. Assine o abaixo-assinado e ajude a fortalecer essa mobilização em defesa do acesso democrático e sustentável ao Lago Paranoá.
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