Homem investigado por ameaçar e extorquir 28 mulheres é preso no Paranoá
Homem inicava contato com as vítimas por um aplicativo de relacionamento e, depois, passava a ameaçá-las e extorqui-las
Um homem investigado por ameaças de morte, injúria racial e extorsão contra mulheres foi preso no Paranoá, na segunda-feira (19/10), pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Segundo as investigações, ele é suspeito de envolvimento em 28 ocorrências com características semelhantes e estava em liberdade provisória. 
O caso é investigado pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), e chama a atenção para os riscos de ameaças e chantagens praticadas por meio de aplicativos de relacionamento e redes sociais.
Como o caso aconteceu
De acordo com informações divulgadas pelo Correio Braziliense, a investigação começou após uma mulher procurar a polícia e registrar uma ocorrência em 2026. Ela relatou que conheceu o suspeito por meio de um aplicativo de relacionamento e, posteriormente, passou a conversar com ele pelo WhatsApp.
Quando decidiu interromper o contato, a vítima teria começado a receber mensagens com ameaças de morte e ofensas racistas, enviadas de diferentes números de telefone associados ao investigado.
Segundo a apuração policial, o homem também demonstrava acompanhar as publicações da mulher nas redes sociais, o que aumentava a preocupação com sua segurança. 
Suspeito teria exigido R$ 500 via Pix
Ainda conforme a investigação, o homem teria exigido uma transferência de R$ 500 via Pix para parar de importunar a vítima.
As ameaças teriam se estendido à mãe da mulher, que também teria sido intimidada caso o pagamento não fosse realizado.
A Polícia Civil reuniu informações sobre os números de telefone utilizados nas mensagens e os contatos mantidos com a vítima para avançar nas investigações. 
Outras 27 ocorrências são investigadas
Além do caso que motivou a investigação, o suspeito é investigado em outras 27 ocorrências por fatos semelhantes. Conforme a PCDF, nesses casos, ele também teria conhecido mulheres por meio de redes sociais ou plataformas virtuais e, posteriormente, passado a ameaçá-las e exigir dinheiro.
A prisão ocorreu na residência do investigado, no Paranoá, após o trabalho de apuração conduzido pelos policiais da 2ª DP. 
Alerta para mulheres
O caso reforça a importância de reconhecer sinais de violência e chantagem no ambiente virtual. Ameaças, perseguição digital, ofensas racistas e exigências de dinheiro para interromper intimidações devem ser levadas a sério.
Em situações semelhantes, a orientação é:
Guardar mensagens, áudios, números de telefone e comprovantes de transferências.
Evitar apagar provas que possam ajudar na investigação.
Não ceder às ameaças sem buscar orientação e apoio.
Procurar a Polícia Civil para registrar a ocorrência e comunicar qualquer risco à própria segurança ou à de familiares.
Importante: o homem é investigado pelos fatos relatados. A responsabilidade criminal deverá ser estabelecida pela Justiça.
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