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Reclamações contra a Neoenergia sobem 88% no DF; consumidores questionam contas altas e falta de luz

reclamações contra a concessionária entre janeiro e junho deste ano, contra 276 no mesmo período de 2025, uma alta de 88%.

Reclamações contra a Neoenergia sobem 88% no DF; consumidores questionam contas altas e falta de luz
Reclamações contra a Neoenergia sobem 88% no DF; consumidores questionam contas altas e falta de luz (Foto: Reprodução)

As reclamações contra a Neoenergia Brasília aumentaram significativamente no Distrito Federal em 2026. Segundo levantamento divulgado pelo portal Metrópoles, o Procon-DF registrou 521 reclamações contra a concessionária entre janeiro e junho deste ano, contra 276 no mesmo período de 2025, uma alta de 88%. 


O crescimento das queixas acende um alerta para os consumidores, que relatam problemas relacionados aos valores das contas de energia, interrupções no fornecimento e dificuldades para resolver questões com a empresa.


Reclamações ultrapassam o total de 2025

Os números ficaram ainda mais expressivos nos meses seguintes. Até o início de setembro de 2026, o Procon-DF já havia contabilizado 731 reclamações contra a Neoenergia, superando as 582 registradas durante todo o ano de 2025. 


Entre os principais motivos de insatisfação estão cobranças consideradas elevadas, dúvidas sobre a medição do consumo, dificuldades de faturamento e falhas no atendimento aos clientes.


Contas de luz mais caras preocupam moradores

Em setembro, consumidores de diferentes regiões do DF relataram surpresa com o valor das faturas, mesmo afirmando que não houve mudanças significativas na rotina doméstica.


A Neoenergia atribuiu parte do aumento ao calor intenso e ao maior uso de equipamentos como ar-condicionado e climatizadores. Segundo a empresa, o consumo de energia no DF cresceu, em média, 14% em setembro. 


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por sua vez, explicou que a elevação das contas pode estar relacionada ao aumento real do consumo, às diferenças nos períodos de leitura e faturamento e à incidência de tributos calculados sobre a energia consumida.


Isso não significa, porém, que toda conta com valor elevado esteja correta: situações incompatíveis com o histórico de consumo precisam ser verificadas individualmente.


MPDFT entra na Justiça contra a concessionária

A situação também chegou à Justiça. Em julho de 2026, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou uma ação civil pública contra a Neoenergia Brasília, pedindo R$ 86 milhões em indenização por danos morais coletivos, além de medidas para corrigir problemas no fornecimento de energia, no atendimento e no faturamento. 


Segundo o Ministério Público, a investigação reuniu relatos de interrupções frequentes, demora no restabelecimento da energia, falhas de medição e cobranças questionadas pelos consumidores.


O processo busca responsabilizar a concessionária por problemas considerados sistêmicos. O pedido de indenização, entretanto, não significa que a empresa já tenha sido condenada a pagar esse valor.


Neoenergia apresenta sua versão

A Neoenergia afirmou ao Metrópoles que a atualização do sistema comercial contribuiu para um aumento pontual das reclamações. A empresa informou que a migração foi concluída e que eventuais situações pendentes estão sendo tratadas individualmente.


A concessionária também destacou que as 521 reclamações registradas no primeiro semestre representam 0,04% dos mais de 1,3 milhão de consumidores atendidos no Distrito Federal. Sobre as contas elevadas, a empresa aponta o aumento do consumo durante o período de calor como um dos fatores envolvidos. 


Como o consumidor pode reclamar?

Quem identificar uma cobrança muito acima da média ou enfrentar problemas no fornecimento pode tomar algumas medidas:


Entre em contato com a Neoenergia: ligue para o 116 ou utilize o WhatsApp (61) 3465-9318.

Guarde o protocolo: registre o número do atendimento e salve as faturas, comprovantes e demais documentos.

Solicite a revisão da conta: peça esclarecimentos sobre a leitura do medidor, o consumo registrado e o período faturado.


Procure o Procon-DF: caso o problema não seja resolvido, registre uma reclamação no órgão de defesa do consumidor.


Acione a Aneel: se a resposta da distribuidora não for satisfatória, recorra à agência reguladora, informando o protocolo anterior. 


O que isso significa para o Paranoá e o Itapoã?

O debate merece atenção também dos moradores do Paranoá e do Itapoã, especialmente de famílias que enfrentam quedas de energia, prejuízos com aparelhos elétricos ou dúvidas sobre cobranças.


O levantamento divulgado pelo Metrópoles se refere ao Distrito Federal como um todo e não apresenta, nessa publicação, um balanço específico das reclamações dessas duas regiões.


Por isso, é importante que os moradores registrem formalmente suas queixas. Os dados ajudam a dimensionar os problemas e podem contribuir para a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização.

O fornecimento de energia elétrica é um serviço essencial, e a população tem direito a informações claras, atendimento adequado e apuração de possíveis erros nas cobranças.

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